Jornal de Debates – História

O Jornal de Debates original, drugs surgiu na decada de 40 no Brasil e se propunha já naquela época um espaço de discussão aberto para todos aqueles que quizessem participar.

Diziam eles em sua carta de príncipios, approved publicada na primeira edição, em 28 de junho de 1946:

Este jornal apresenta-se como uma tribuna absolutamente livre que agasalha toda e qualquer idéia, manifestada com proficiência sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, não importando a cor política, a escola filosófica e o credo religioso dos autores. Não abriga, porém, ataques pessoais, diretos ou indiretos, nem injúrias, claras ou veladas, porque idéias só se destroem com idéias.

Pelo debate, polêmica e controvérsia, em alto nível, pelo acolhimento imparcial de todas as correntes de opinião, este jornal pensa concorrer para o desenvolvimento da democracia no Brasil. Aqui, com efeito, todos terão iguais oportunidades de manifestar livremente seu pensamento, sem nada pagar: para o Jornal de Debates idéias são bem comum, patrimônio social.

Comandado pelo corretor de imóveis João Augusto de Mattos Pimenta, o Jornal por varias vezes cumpriu o seu propósito, tendo grande importância no debate sobre a nacionalização do petróleo, o papel da mulher na sociedade, entre outros e trouxe artigos de grandes e importantes personalidades como Luiz Carlos Prestes, Malba Tahan e até o Barão de Itararé.

No entanto o jornal sofria de um problema complexo. Não se pode negar que era um experimento colaborativo já naquela época e que ‘agasalhava toda e qualquer idéia’. Mas a limitação imposta pelo papel obrigava ou apontava para um seleção editorial que certamente deixou muitas vozes do lado de fora. Por plural e democrático que fosse, o jornal nunca poderia ouvir todos aqueles que gostariam de falar.

Meu pai faz parte de uma geração que viveu uma efervescencia política muito grande durante o periodo estudantil. Talvez por isso tenha uma eterna indignação com a pasmaceira que ronda os campi universitários hoje em dia. Em uma palestra que deu em 2005 para os alunos de Comunicação da Unisinos comentou algo como:

“Quem aqui tem carro? Quem aqui ganhou um carro do pai, quando passou no vestibular? Um carro desses não custa menos que vinte mil reais. Querem fazer jornalismo? Porque não pedem, ao invés do carro, uma camera e uma ilha de edição e vão de fato produzir jornalismo?  Hoje, com a internet, é fácil e barato. Vocês podiam, por exemplo, recriar o Jornal de Debates uma publicação da decada de 40 que…”

Enfim… e contou a história para aquele sem-fim de pequenos burgueses, que não viam a hora de bater o ponto e seguir o caminho da roça.

(Tá, tá,  eu sei que você é uma excessão, que sua vida é dura, etc, etc, etc. Feliz? Então não aporrinha e continua lendo.)
Um ano depois, eu estava morando em Porto Alegre, tentando um curso novo e promissor ‘Comunicação Digital’, justamente na Unisinos. Não deu muito certo, mas essa é uma outra história. O ponto é que, obviamente, nenhum daqueles ~100 alunos da palestra tinham mexido um dedo para viabilizar um Jornal de Debates.

Meu pai na época estava escrevendo por sua conta e risco em um blog vagabundo no Terra que ainda hoje, parado e desatualizado, é o primeiro resultado na busca do Google. O IG havia recém começado essa política de chamar gente de bom conteúdo para escrever lá e só sei que acabei indo parar, como consultor informal, em um almoço com meu pai e o pessoal do conteúdo do IG para formatar alguma coisa conjunta.

Eu e meu pai já haviamos trabalhado algumas outras vezes juntas, sempre nessa soma onde ele entrava com o vasto conhecimento acumulado de Jornalismo e práticas de redação e eu com esse elemento das ‘mídias sociais’ que até então não tinha nem nome, nem forma definida (bom, até hoje não tem… maaas) e o rumo da conversa foi virando naturalmente… passamos de um ‘blog onde os comentários ficam em primeiro plano’ para a antiga e nunca engavetada idéia do Jornal de Debates em coisa de um chopp e meio.

O IG topou, esta(va) com essa política de ‘eu na web’ e ‘o mundo é você quem faz’ e (obviamente) o nome do meu pai trazia uma seriedade e comprometimento para a jogada que de outra forma seria muito mais difícil de conseguir.

Do acordo verbal até a formalização dos papéis e dos propósitos perdeu-se ainda algum tempo. Já era meio de julho e tinhamos um prazo curto e uma grana mais curta ainda para desenvolver todo um projeto de site que ainda não tinha benchmarks e referências claras por ai. O site precisava estar no ar em setembro, do contrário, perderiamos a chance de participar ativamente das eleições.

Essa pressa gerou muitos erros e alguns acertos que ainda agora reverberam no site. Planejamento É tudo. Se tenho que escolher uma única lição para se aprender. Os parceiros da Soluções, uma empresa de Joinville que já havia trabalhado com a gente antes, foram os únicos que toparam desenvolver o projeto com aquela grana e que nos garantiram a execução naquele curto espaço de tempo. O lado ruim é que terminamos com um site em .NET que é uma das plataformas mais herméticas com que ja trabalhei.

Lançamos o site no dia 11 de setembro de 2006. Com o debate: ‘O 11 de Setembro mudou o mundo?‘. Nunca escrevi nada sobre isso, mas não tenho menor duvidas de que mudou. As eleições foram providenciais, em 9 de Outubro, dia do debate entre Lula e Alckmin, tivemos nada menos que meio milhão de pageviews em um debate que gerou 1142 artigos, nada mal, não?

De lá pra cá, o site mudou bastante, varios (pré)conceitos surgiram e cairam com a experimentação e o feedback constante dos colaboradores que são, no fundo e no raso, os verdadeiros construtores do projeto. A equipe editorial teve diversas caras e funções e hoje funciona como meros facilitadores dos processos colaborativos – ou pelo menos tenta. Os próprios colaboradores mudaram, ora mais políticos e engajados, ora mais reflexivos e filosóficos, ora as duas coisas e por vezes nenhuma. É uma experiência de readequação constante.

Meu pai, quando assumiu o papel de diretor da TV Cultura, se afastou efetivamente do projeto; que passou a ficar sobre minha direção. Não resta viva alma da equipe original de editores, aos quais sou eternamente grato pelo comprometimento e pelo carinho com que tocaram o projeto naquele momento ainda embrionario, que não sabiamos muito bem onde ia dar.

Enfim, ~10k usuários, ~12k artigos e ~400 debates depois, mudanças, mutações e em dados momentos mutilações, acabaram desembocando nesta nova proposta de site, sobre a qual devo falar nos próximos textos.

Jornal de Debates – História

O Jornal de Debates original surgiu na década de 40 no Brasil e se propunha já naquela época um espaço de discussão aberto para todos aqueles que quisessem participar.

Diziam eles em sua carta de princípios, view publicada na primeira edição, more about em 28 de junho de 1946:

Este jornal apresenta-se como uma tribuna absolutamente livre que agasalha toda e qualquer idéia, manifestada com proficiência sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, não importando a cor política, a escola filosófica e o credo religioso dos autores. Não abriga, porém, ataques pessoais, diretos ou indiretos, nem injúrias, claras ou veladas, porque idéias só se destroem com idéias.

Pelo debate, polêmica e controvérsia, em alto nível, pelo acolhimento imparcial de todas as correntes de opinião, este jornal pensa concorrer para o desenvolvimento da democracia no Brasil. Aqui, com efeito, todos terão iguais oportunidades de manifestar livremente seu pensamento, sem nada pagar: para o Jornal de Debates idéias são bem comum, patrimônio social. (more…)

Jornal de Debates – História

O Jornal de Debates original, cure surgiu na decada de 40 no Brasil e se propunha já naquela época um espaço de discussão aberto para todos aqueles que quizessem participar.

Diziam eles em sua carta de príncipios, publicada na primeira edição, em 28 de junho de 1946:

Este jornal apresenta-se como uma tribuna absolutamente livre que agasalha toda e qualquer idéia, manifestada com proficiência sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, não importando a cor política, a escola filosófica e o credo religioso dos autores. Não abriga, porém, ataques pessoais, diretos ou indiretos, nem injúrias, claras ou veladas, porque idéias só se destroem com idéias.

Pelo debate, polêmica e controvérsia, em alto nível, pelo acolhimento imparcial de todas as correntes de opinião, este jornal pensa concorrer para o desenvolvimento da democracia no Brasil. Aqui, com efeito, todos terão iguais oportunidades de manifestar livremente seu pensamento, sem nada pagar: para o Jornal de Debates idéias são bem comum, patrimônio social.

Comandado pelo corretor de imóveis João Augusto de Mattos Pimenta, o Jornal por varias vezes cumpriu o seu propósito, tendo grande importância no debate sobre a nacionalização do petróleo, o papel da mulher na sociedade, entre outros e trouxe artigos de grandes e importantes personalidades como Luiz Carlos Prestes, Malba Tahan e até o Barão de Itararé.

No entanto o jornal sofria de um problema complexo. Não se pode negar que era um experimento colaborativo já naquela época e que ‘agasalhava toda e qualquer idéia’. Mas a limitação imposta pelo papel obrigava ou apontava para um seleção editorial que certamente deixou muitas vozes do lado de fora. Por plural e democrático que fosse, o jornal nunca poderia ouvir todos aqueles que gostariam de falar.

Meu pai faz parte de uma geração que viveu uma efervescencia política muito grande durante o periodo estudantil. Talvez por isso tenha uma eterna indignação com a pasmaceira que ronda os campi universitários hoje em dia. Em uma palestra que deu em 2005 para os alunos de Comunicação da Unisinos comentou algo como:

“Quem aqui tem carro? Quem aqui ganhou um carro do pai, quando passou no vestibular? Um carro desses não custa menos que vinte mil reais. Querem fazer jornalismo? Porque não pedem, ao invés do carro, uma camera e uma ilha de edição e vão de fato produzir jornalismo?  Hoje, com a internet, é fácil e barato. Vocês podiam, por exemplo, recriar o Jornal de Debates uma publicação da decada de 40 que…”

Enfim… e contou a história para aquele sem-fim de pequenos burgueses, que não viam a hora de bater o ponto e seguir o caminho da roça.

(Tá, tá,  eu sei que você é uma excessão, que sua vida é dura, etc, etc, etc. Feliz? Então não aporrinha e continua lendo.)
Um ano depois, eu estava morando em Porto Alegre, tentando um curso novo e promissor ‘Comunicação Digital’, justamente na Unisinos. Não deu muito certo, mas essa é uma outra história. O ponto é que, obviamente, nenhum daqueles ~100 alunos da palestra tinham mexido um dedo para viabilizar um Jornal de Debates.

Meu pai na época estava escrevendo por sua conta e risco em um blog vagabundo no Terra que ainda hoje, parado e desatualizado, é o primeiro resultado na busca do Google. O IG havia recém começado essa política de chamar gente de bom conteúdo para escrever lá e só sei que acabei indo parar, como consultor informal, em um almoço com meu pai e o pessoal do conteúdo do IG para formatar alguma coisa conjunta.

Eu e meu pai já haviamos trabalhado algumas outras vezes juntas, sempre nessa soma onde ele entrava com o vasto conhecimento acumulado de Jornalismo e práticas de redação e eu com esse elemento das ‘mídias sociais’ que até então não tinha nem nome, nem forma definida (bom, até hoje não tem… maaas) e o rumo da conversa foi virando naturalmente… passamos de um ‘blog onde os comentários ficam em primeiro plano’ para a antiga e nunca engavetada idéia do Jornal de Debates em coisa de um chopp e meio.

O IG topou, esta(va) com essa política de ‘eu na web’ e ‘o mundo é você quem faz’ e (obviamente) o nome do meu pai trazia uma seriedade e comprometimento para a jogada que de outra forma seria muito mais difícil de conseguir.

Do acordo verbal até a formalização dos papéis e dos propósitos perdeu-se ainda algum tempo. Já era meio de julho e tinhamos um prazo curto e uma grana mais curta ainda para desenvolver todo um projeto de site que ainda não tinha benchmarks e referências claras por ai. O site precisava estar no ar em setembro, do contrário, perderiamos a chance de participar ativamente das eleições.

Essa pressa gerou muitos erros e alguns acertos que ainda agora reverberam no site. Planejamento É tudo. Se tenho que escolher uma única lição para se aprender. Os parceiros da Soluções, uma empresa de Joinville que já havia trabalhado com a gente antes, foram os únicos que toparam desenvolver o projeto com aquela grana e que nos garantiram a execução naquele curto espaço de tempo. O lado ruim é que terminamos com um site em .NET que é uma das plataformas mais herméticas com que ja trabalhei.

Lançamos o site no dia 11 de setembro de 2006. Com o debate: ‘O 11 de Setembro mudou o mundo?‘. Nunca escrevi nada sobre isso, mas não tenho menor duvidas de que mudou. As eleições foram providenciais, em 9 de Outubro, dia do debate entre Lula e Alckmin, tivemos nada menos que meio milhão de pageviews em um debate que gerou 1142 artigos, nada mal, não?

De lá pra cá, o site mudou bastante, varios (pré)conceitos surgiram e cairam com a experimentação e o feedback constante dos colaboradores que são, no fundo e no raso, os verdadeiros construtores do projeto. A equipe editorial teve diversas caras e funções e hoje funciona como meros facilitadores dos processos colaborativos – ou pelo menos tenta. Os próprios colaboradores mudaram, ora mais políticos e engajados, ora mais reflexivos e filosóficos, ora as duas coisas e por vezes nenhuma. É uma experiência de readequação constante.

Meu pai, quando assumiu o papel de diretor da TV Cultura, se afastou efetivamente do projeto; que passou a ficar sobre minha direção. Não resta viva alma da equipe original de editores, aos quais sou eternamente grato pelo comprometimento e pelo carinho com que tocaram o projeto naquele momento ainda embrionario, que não sabiamos muito bem onde ia dar.

Enfim, ~10k usuários, ~12k artigos e ~400 debates depois, mudanças, mutações e em dados momentos mutilações, acabaram desembocando nesta nova proposta de site, sobre a qual devo falar nos próximos textos.

Jornal de Debates – História

O Jornal de Debates original, viagra 40mg surgiu na decada de 40 no Brasil e se propunha já naquela época um espaço de discussão aberto para todos aqueles que quizessem participar.

Diziam eles em sua carta de príncipios, publicada na primeira edição, em 28 de junho de 1946:

Este jornal apresenta-se como uma tribuna absolutamente livre que agasalha toda e qualquer idéia, manifestada com proficiência sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, não importando a cor política, a escola filosófica e o credo religioso dos autores. Não abriga, porém, ataques pessoais, diretos ou indiretos, nem injúrias, claras ou veladas, porque idéias só se destroem com idéias.

Pelo debate, polêmica e controvérsia, em alto nível, pelo acolhimento imparcial de todas as correntes de opinião, este jornal pensa concorrer para o desenvolvimento da democracia no Brasil. Aqui, com efeito, todos terão iguais oportunidades de manifestar livremente seu pensamento, sem nada pagar: para o Jornal de Debates idéias são bem comum, patrimônio social.

Comandado pelo corretor de imóveis João Augusto de Mattos Pimenta, o Jornal por varias vezes cumpriu o seu propósito, tendo grande importância no debate sobre a nacionalização do petróleo, o papel da mulher na sociedade, entre outros e trouxe artigos de grandes e importantes personalidades como Luiz Carlos Prestes, Malba Tahan e até o Barão de Itararé.

No entanto o jornal sofria de um problema complexo. Não se pode negar que era um experimento colaborativo já naquela época e que ‘agasalhava toda e qualquer idéia’. Mas a limitação imposta pelo papel obrigava ou apontava para um seleção editorial que certamente deixou muitas vozes do lado de fora. Por plural e democrático que fosse, o jornal nunca poderia ouvir todos aqueles que gostariam de falar.

Meu pai faz parte de uma geração que viveu uma efervescencia política muito grande durante o periodo estudantil. Talvez por isso tenha uma eterna indignação com a pasmaceira que ronda os campi universitários hoje em dia. Em uma palestra que deu em 2005 para os alunos de Comunicação da Unisinos comentou algo como:

“Quem aqui tem carro? Quem aqui ganhou um carro do pai, quando passou no vestibular? Um carro desses não custa menos que vinte mil reais. Querem fazer jornalismo? Porque não pedem, ao invés do carro, uma camera e uma ilha de edição e vão de fato produzir jornalismo?  Hoje, com a internet, é fácil e barato. Vocês podiam, por exemplo, recriar o Jornal de Debates uma publicação da decada de 40 que…”

Enfim… e contou a história para aquele sem-fim de pequenos burgueses, que não viam a hora de bater o ponto e seguir o caminho da roça.

(Tá, tá,  eu sei que você é uma excessão, que sua vida é dura, etc, etc, etc. Feliz? Então não aporrinha e continua lendo.)
Um ano depois, eu estava morando em Porto Alegre, tentando um curso novo e promissor ‘Comunicação Digital’, justamente na Unisinos. Não deu muito certo, mas essa é uma outra história. O ponto é que, obviamente, nenhum daqueles ~100 alunos da palestra tinham mexido um dedo para viabilizar um Jornal de Debates.

Meu pai na época estava escrevendo por sua conta e risco em um blog vagabundo no Terra que ainda hoje, parado e desatualizado, é o primeiro resultado na busca do Google. O IG havia recém começado essa política de chamar gente de bom conteúdo para escrever lá e só sei que acabei indo parar, como consultor informal, em um almoço com meu pai e o pessoal do conteúdo do IG para formatar alguma coisa conjunta.

Eu e meu pai já haviamos trabalhado algumas outras vezes juntas, sempre nessa soma onde ele entrava com o vasto conhecimento acumulado de Jornalismo e práticas de redação e eu com esse elemento das ‘mídias sociais’ que até então não tinha nem nome, nem forma definida (bom, até hoje não tem… maaas) e o rumo da conversa foi virando naturalmente… passamos de um ‘blog onde os comentários ficam em primeiro plano’ para a antiga e nunca engavetada idéia do Jornal de Debates em coisa de um chopp e meio.

O IG topou, esta(va) com essa política de ‘eu na web’ e ‘o mundo é você quem faz’ e (obviamente) o nome do meu pai trazia uma seriedade e comprometimento para a jogada que de outra forma seria muito mais difícil de conseguir.

Do acordo verbal até a formalização dos papéis e dos propósitos perdeu-se ainda algum tempo. Já era meio de julho e tinhamos um prazo curto e uma grana mais curta ainda para desenvolver todo um projeto de site que ainda não tinha benchmarks e referências claras por ai. O site precisava estar no ar em setembro, do contrário, perderiamos a chance de participar ativamente das eleições.

Essa pressa gerou muitos erros e alguns acertos que ainda agora reverberam no site. Planejamento É tudo. Se tenho que escolher uma única lição para se aprender. Os parceiros da Soluções, uma empresa de Joinville que já havia trabalhado com a gente antes, foram os únicos que toparam desenvolver o projeto com aquela grana e que nos garantiram a execução naquele curto espaço de tempo. O lado ruim é que terminamos com um site em .NET que é uma das plataformas mais herméticas com que ja trabalhei.

Lançamos o site no dia 11 de setembro de 2006. Com o debate: ‘O 11 de Setembro mudou o mundo?‘. Nunca escrevi nada sobre isso, mas não tenho menor duvidas de que mudou. As eleições foram providenciais, em 9 de Outubro, dia do debate entre Lula e Alckmin, tivemos nada menos que meio milhão de pageviews em um debate que gerou 1142 artigos, nada mal, não?

De lá pra cá, o site mudou bastante, varios (pré)conceitos surgiram e cairam com a experimentação e o feedback constante dos colaboradores que são, no fundo e no raso, os verdadeiros construtores do projeto. A equipe editorial teve diversas caras e funções e hoje funciona como meros facilitadores dos processos colaborativos – ou pelo menos tenta. Os próprios colaboradores mudaram, ora mais políticos e engajados, ora mais reflexivos e filosóficos, ora as duas coisas e por vezes nenhuma. É uma experiência de readequação constante.

Meu pai, quando assumiu o papel de diretor da TV Cultura, se afastou efetivamente do projeto; que passou a ficar sobre minha direção. Não resta viva alma da equipe original de editores, aos quais sou eternamente grato pelo comprometimento e pelo carinho com que tocaram o projeto naquele momento ainda embrionario, que não sabiamos muito bem onde ia dar.

Enfim, ~10k usuários, ~12k artigos e ~400 debates depois, mudanças, mutações e em dados momentos mutilações, acabaram desembocando nesta nova proposta de site, sobre a qual devo falar nos próximos textos.

Jornal de Debates

algumas linhas sobre o novo Jornal de Debates, patient seu processo de construção e onde quero chegar com isso

História

O Jornal de Debates origianl, neuropathist surgiu na decada de 40 no Brasil e que propunha já naquela época um espaço de discussão aberto para todos aqueles que quizessem participar.

Diziam eles em sua carta de príncipios, publicada na primeira edição, em 28 de junho de 1946:

Este jornal apresenta-se como uma tribuna absolutamente livre que agasalha toda e qualquer idéia, manifestada com proficiência sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, não importando a cor política, a escola filosófica e o credo religioso dos autores. Não abriga, porém, ataques pessoais, diretos ou indiretos, nem injúrias, claras ou veladas, porque idéias só se destroem com idéias.

Pelo debate, polêmica e controvérsia, em alto nível, pelo acolhimento imparcial de todas as correntes de opinião, este jornal pensa concorrer para o desenvolvimento da democracia no Brasil. Aqui, com efeito, todos terão iguais oportunidades de manifestar livremente seu pensamento, sem nada pagar: para o Jornal de Debates idéias são bem comum, patrimônio social.

Comandado pelo corretor de imóveis João Augusto de Mattos Pimenta, o Jornal por varias vezes cumpriu o seu propósito tendo grande importância no debate sobre a nacionalização do petróleo, entre outros e trouxe artigos de grandes e importantes personalidades como Luiz Carlos Prestes, Malba Tahan e até o Barão de Itararé.

No entanto o jornal sofria de um problema complexo. Não se pode negar que era um experimento colaborativo já naquela época e que ‘agasalhava toda e qualquer idéia’. Mas a limitação imposta pelo papel obrigava ou apontava para um seleção editorial que certamente deixou muitas vozes do lado de fora. Por plural e democrático que fosse, o jornal nunca poderia ouvir todos aqueles que gostariam de falar.

Conceito

Meu pai faz parte de uma geração que viveu uma efervescencia política muito grande durante o periodo estudantil. Talvez por isso tenha uma eterna indignação com a pasmaceira que ronda os campi universitários hoje em dia. Em uma palestra que deu em 2005 para os alunos de Comunicação da Unisinos comentou algo como:

“Quem aqui tem carro? Quem aqui ganhou um carro do pai, quando passou no vestibular? Um carro desses não custa menos que vinte mil reais. Querem fazer jornalismo? Porque não pedem, ao invés do carro, uma camera e uma ilha de edição e vão de fato produzir jornalismo?  Hoje, com a internet, é fácil e barato. Vocês podiam, por exemplo, recriar o Jornal de Debates uma publicação da decada de 40 que…”

Enfim… e contou a história para aquele sem-fim de pequenos burgueses, que não viam a hora de bater o ponto e seguir o caminho da roça.

(Tá, tá,  eu sei que você é uma excessão, que sua vida é dura, etc, etc, etc. Feliz? Então não aporrinha e continua lendo.)
Um ano depois, eu estava morando em Porto Alegre, tentando um curso novo e promissor ‘Comunicação Digital’, justamente na Unisinos. Não deu muito certo, mas essa é uma outra história. O ponto é que, obviamente, nenhum daqueles ~100 alunos da palestra tinham mexido um dedo para viabilizar um Jornal de Debates.

Meu pai na época estava escrevendo por sua conta e risco em um blog vagabundo no Terra que ainda hoje, parado e desatualizado, é o primeiro resultado na busca do Google. O IG havia recém começado essa política de chamar gente de bom conteúdo para escrever lá e só sei que acabei indo parar, como consultor informal, em um almoço com meu pai e o pessoal do conteúdo do IG para formatar alguma coisa conjunta.

Eu e meu pai já haviamos trabalhado algumas outras vezes juntas, sempre nessa soma onde ele entrava com o vasto conhecimento acumulado de Jornalismo e práticas de redação e eu com esse elemento das ‘mídias sociais’ que até então não tinha nem nome, nem forma definida (bom, até hoje não tem… maaas) e o rumo da conversa foi virando naturalmente… passamos de um ‘blog onde os comentários ficam em primeiro plano’ para a antiga e nunca engavetada idéia do Jornal de Debates em coisa de um chopp e meio.

O IG topou, esta(va) com essa política de ‘eu na web’ e ‘o mundo é você quem faz’ e (obviamente) o nome do meu pai trazia uma seriedade e comprometimento para a jogada que de outra forma seria muito mais difícil de conseguir.

Do acordo verbal até a formalização dos papéis e dos propósitos perdeu-se ainda algum tempo. Já era meio de julho e tinhamos um prazo curto e uma grana mais curta ainda para desenvolver todo um projeto de site que ainda não tinha benchmarks e referências claras por ai. O site precisava estar no ar em setembro, do contrário, perderiamos a chance de participar ativamente das eleições.

Essa pressa gerou muitos erros e alguns acertos que ainda agora reverberam no site. Planejamento É tudo. Se tenho que escolher uma única lição para se aprender. Os parceiros da Soluções, uma empresa de Joinville que já havia trabalhado com a gente antes, foram os únicos que toparam desenvolver o projeto com aquela grana e que nos garantiram a execução naquele curto espaço de tempo. O lado ruim é que terminamos com um site em .NET que é uma das plataformas mais herméticas com que ja trabalhei.

Lançamos o site no dia 11 de setembro de 2006. Com o debate: ‘O 11 de Setembro mudou o mundo?‘. Nunca escrevi nada sobre isso, mas não tenho menor duvidas de que mudou. As eleições foram providenciais, em 9 de Outubro, dia do debate entre Lula e Alckmin, tivemos nada menos que meio milhão de pageviews em um debate que gerou 1142 artigos.

Para quem não sabe, o Jornal de Debates é um projeto colaborativo, que criei com meu pai no final de 2006, em parceria com o portal IG. A idéia era simples, recuperar o modelo da publicação original,

Mapa da Ideologia na Web

Via GJOL e me rendeu boas risadas no fim da noite:

Mapa Ideologico da Rede

O mapa distribui entre os eixos Bens Livres / Mercado e Confiança / Ceticismo alguns dos maiores pensadores de redes e mídias sociais da atualidade. De rolar de rir! E um belo check-list para quem quer estudar sério.

Nos comments do GJOL alguém propõe fazer um mapa tupiniquim… unilateral? não sei se daria certo… mas me lembro de um app que derivava a sua orientação política apartir de uma série de perguntas e respostas; dava para bolar um desses para a orientação ideológica de redes, approved não?

No mais, diagnosis senti falta do Raymond ali… se o Stallman é extrema esquerda… onde fica a Catedral e o Bazar? E achei aquele meio de campo meio que ‘tirar o corpo fora’. McLuhan é bastante ‘Confiança’ e Lessig bastaaante ‘Bens Livres’, por exemplo.

Mapa Ideologico da Rede

Mapa Ideologico da Rede

Mapa Ideologico da Rede

traças e livros (livres)

sei que falta de tempo é desculpa de blogueiro frustrado… mas por muito tempo não fui blogueiro e por algum andei frustrado, no rx acho que vale.

em todo caso, prosthetic
esse micropost é só para pontuar algumas coisas:

  1. Lancei o novo Jornal de Debates. Comentem, critiquem, debatam!
  2. Lancei o projeto Livro Livre. Leiam, registrem, libertem!
  3. A coisa ficou feia no PL do Azedante/Mercaredo. Vale ler, debater e até resmungar. Mas nada de assinar sem ler ;)
  4. Tem bastante gente de olho no banner do senado. Como diz o Dória, é pouco perto dos milhões do dia-a-dia, mas de grão em grão…

e agora… de volta a clausúra :)

os dois lados da moeda (ponto zero)

Do site:

O QUE É O LIMÃO?
O Limão não é um site, infection
não é um portal.
É o limão.

:: Tá bom Magrite. Mas e ai? Entendi que é cool esse negócio pós-pós-pós de não se definir, melanoma ser tudo, cost camaleônico… mas… e?

Aqui, os usuários podem interagir,
utilizando os melhores recursos da web 2.0.

:: Interação tem cara de palavra-chave, não? Semântica à parte, topo o desafio. Vamos ver no que dá.

No Limão, existe o Comlimão, um espaço para você criar o seu perfil, achar os seus amigos, criar o seu wikisite e compartilhar experiências sobre os assuntos do seu interesse.

:: Comlimão e wikisite são, em tese, o ‘core’ do projeto Limão. Tudo deve(ria) convergir aqui. No meu ver o problema é justamente de convergência.
Não é wiki suficiente.
Não é site suficiente.
Wikisite é simplesmente uma idéia ruim.

Ninguém mais aguenta redundar informações na rede. O papo da vez é dataportability, openid e seus irmãos menores e/ou bastardos. Então ou você me da a real possibilidade de socializar o meu conteúdo, ou eu vou montar meu parquinho em outra freguesia…
Claro que temos ai uma parcela de trutas digitais que migram corrente a cima pulando de site em site. Mas se você quer ter um projeto de sucesso, precisa levar em conta que existem mais peixes no oceano. MySpace esta ai e joga bruto, Google Page Creator, Pbwiki… sem contar que qualquer idiota pode abrir um blog hoje em dia. Preciso de fortes razões para eu ser o SEU idiota, saca? :)

Tem a área de noticias, para você se manter sempre atualizado sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo.

:: O limão não é um portal, lembra Magrite? Vocês NÃO precisam de área de notícia. E se for para ter notícias, por favor, que não seja apenas um apanhado de matérias do Estadão intercalados com republicações da Agencia Estado. Quando estou no Limão, não quero ler notícia quero – como é que é mesmo? – limonizar coisas.

A TV Limão, que está sempre acompanhando os eventos mais legais, e você pode acabar sendo o entrevistador!

O Limão tem área de fotos, com as imagens das notícias…
E Quem sabe futuramente com as suas fotos também!

:: Note bem as reticencias. Você também titubearia para colocar isso como feature, não?

Já na área de áudios você pode escutar os podcasts do Limão, e também áudios de entrevistas, shows e muito mais.

E não podíamos deixar de ter um webmail para vocês! Nosso webmail é em parceria com o Google e tem mais de 5Gb de espaço!

:: Vocês e a torcida do flamengo. Não, sério. flamengo.com.br tem email grátis. E TV Flamengo, e Flapédia. E o galho é justamente que a torcida do flamengo já tem email e já torce pro flamengo. Quem é o torcedor do limão? Qual o esporte do limão?

E com tantas coisas legais, claro que buscamos também os melhores parceiros em diferentes áreas!

‘MINICLIP’ ‘COOLNEX’ ‘ESSENTIAL’ ‘EUROGAMES’

:: São todos projetos legais. MINICLIP é um lugar que volta e meia eu vou perder alguns minutos em algum jogo genérico. Mas a pergunta fica… se a idéia é não ser portal, e sim comunidade… porque? É o fliperama do grupo? Inócuo. Ainda se desse pra jogar em grupo…

Bom… o limão recém comemorou 200.000 usuários cadastrados. É gente pra caramba, admito, falta saber o que é que vão fazer com todos esses cadaveres. Eu empilhava, fazia fogueira e usava para adubar uma outra idéia… quem sabe menos quixoteana e no estilo ‘cada um com sua mula’.

Moral da história? Menos gigante e mais moinho, pô.
Um:

Elemidia - Especial dias dos NamoradosElemidia - Especial dias dos Namorados - Tela 2

Elemidia - Especial dias dos Namorados - Tela 3Elemidia - Especial dias dos Namorados - Tela 4

Dois:

Deixe aqui sua mensagem de amor

(e o site não abria no celular, more about
porque foi feito em flash)

(e no mural não tinha caneta)

Deixe aqui sua mensagem de amor – Pequena

Deixe aqui sua mensagem de amor - Pequena

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