Empreendedorismo Unisul - Unidade 06 - pg 102
Retirado da apostila da cadeira de Empreendedorismo do curso de Mídias Digitais da Unisul.
Imagine se qualquer coisa que você pensou, criou ou
distribuiu pudesse ser legalmente reproduzida ou
cedida gratuitamente a terceiros.
(parece bom, né? Por um momento me animei… mas o texto continua…)
Que motivação você
teria para dar continuidade ao seu trabalho?
As culturas que prestigiam o engenho, a criatividade e o
progresso têm todos os motivos para dar o devido valor à
propriedade intelectual. Para que os pioneiros dessa cultura
possam seguir explorando, pensando e criando as próximas
grandes invenções, eles têm que saber que tudo o que eles
descobrem, inventam ou criam está coberto pela lei.
Vejamos alguns exemplos:
O primeiro é sua visibilidade política, devido à grande
importância econômica para os países. O segundo, é que
os bens imateriais superaram a tradicional estimativa
concedida aos bens materiais e imóveis. Assim, não raro,
os bens imateriais de uma indústria são mais valiosos que
o conjunto de seus ativos materiais. Por fim é o direito do
autor/inventor, que tem por finalidade ser reconhecido
como o criador e lucrar com sua criação.
Um exemplo muito atual contra a Propriedade Intelectual é a
pirataria de software que ameaça privar nossos pioneiros intelectuais
de todo o incentivo para seguir oferecendo o melhor produto de sua
criatividade. A Microsoft está firmemente comprometida em
impedir que a pirataria prejudique os usuários legítimos do software.
A propriedade do software é diferente da propriedade de outros
tipos de produtos. Embora o software seja, em sua maioria,
distribuído através de uma mídia tangível, como um CD, ele não é
exatamente uma commodity (mercadoria). O software é considerado
propriedade intelectual. A propriedade de tal bem é controlada por
acordos de licenciamento. As licenças de software são documentos
legais que descrevem a correta utilização e distribuição deste
software, de acordo com as normas do fabricante. As licenças
fornecem ao fabricante deste software a receita necessária para
continuar produzindo o produto, oferecendo os serviços e o suporte
necessários para os usuários legítimos.
Compreendo a necessidade de explicar o modelo vigente de Propriedade Intelectual. Mas é mesmo o papel da Universidade *defender* este modelo? Sinistro.







jogar o *legítimo* para o usuário, e não para o produto, tem uma conotação ideológica absurda
Um dia desses pedi pra instalarem o firefox na faculdade onde sou professora. Não deu.
A resposta foi parecida com esse trecho:
“A Microsoft está firmemente comprometida…”
O.o
acho que importa menos o que a universidade não diz do que o que ela diz.
acredito que uma aula boa é uma aula engajada, uma discussão só ocorre quando existe o que dizer. mas esta universidade deixa de comentar qualquer coisa sobre a discussão, apenas doutrina - ela sequer chega a comentar como a propriedade intelectual afeta a inovação, positiva ou negativamente.
é como uma apostila liberal defender que a presença do Estado na economia faz mal, mas não dizer como, nem pra quem.
salvo raras exceções, a simples menção da palavra “opensource” por um aluno em aula é capaz de levar os professores da ufsc a um colapso nervoso.
sinistro mesmo.
Meu caro Pedro Markum, precisamos de alguma forma preservar e garantir o direito de quem teve a inspiração e transpiração. São momentos de pura criatividade e trabalho árduo, merece respeito e valorização. Ao mesmo tempo não podemos brecar o progresso socio-econômico do mundo. O poder ficaria(ou já está?) na mão de poucos. O debate é livre. Busquemos soluções.
Forte abraço.
CAUROSA - caurosa.wordpress.com
Você falou muito de Propriedade Intelectual, será que ela existe realmente. Entendamos que propriedade seja uma posse, no caso seria uma posse intelectual. Mais para obter tal posse não necessitaria de “invadir” outras para que assim possa se formado uma idéia e a partir disto formaria uma “propriedade intelectual”. Pegamos o exemplo que você deu da microsoft, não foi esta que espertamente pegou o projeto da apple e fez algumas modificações, e denominou sua propriedade. Quer dizer você falou tanto em posse de intelectualismo, mas a única coisa que vejo, são idéias corrompidas, forjadas e renovadas. A microsoft lucra com a pirataria, pois de um jeito ou de outro é um marketing , claro que nem tanto como se tal não existisse. O que quero dizer é que não concordo com você. Você sempre terá que violar a inteligência de alguém ou os escritos deste, para obter os seus, e por consequência alguém violará o seu. Não é um propriedade, mais sim algo restrito e que se torna público a partir do momento que se deseja.