#elmalak, #botecamp, #nob… ou ainda tirando o bar do camp!
Antes de tudo… que fique claro:
Barcamp é um modelo de desconferência.
Barcamp é uma comunidade.
Barcamp foi um momento de transformação na estrutura da mídia social no Brasil. (vou escrever sobre isso um dia)
Ainda assim não participei de uma única organização de barcamp onde a piada (por vezes sincera) do bar não tivesse rolado. é natural. Da obviedade do nome, ao modelo que muitas vezes é explicado (erroneamente) apenas como ‘papo de boteco’ são muitas as convergências.
Mais do que isso, estou para lembrar um barcamp que não tenha terminado no bar. Os que participaram, dividiram e compartilharam (para não falar da conta!)… certamente se lembram. Da histórica conta de ~6hs de cerveja, no Pinheirinho, onde após alguma mágica do Edney… sobrou dinheiro, passando pela mesa em L que tivemos que armar no RJ, tenho certeza que o barcamp é muito mais do que um papo de boteco, mas sei também que é ali no boteco onde se consolida verdadeiramente a comunidade.
Não sei se porque é mais complicado organizar uma desconferência do que reservar uma mesa no bar, ou simplesmente porque muitos de nos fazem o segundo com muito mais naturalidade… os encontros festivos da comunidade se multiplicaram e logo não era preciso mais nenhum pretexto para essas reuniões.
E então veio o twitter.
E o twitter mudou drasticamente o modelo de organização da sociedade nerdica brasileira. É a sabedoria das multidões canalizada para algo nunca antes visto. Flashmob pra boteco.
Um dos primeiros redutos em São Paulo à ser ocupado, o El Malak, é um simpático(?) boteco na Al. Santos, 805, controlado por um turco gente boa e um staff que te conhece pelo nome. Sejamos sinceros… a comida não tem nada demais, a cerveja por vezes está quente e não é especialmente barata… o que me faz questionar a tal sabedoria… mas é o nosso cantinho. E defendo ate o ultimo copo que aquele é o blogbar por direito!
Seguiram-se então variantes e outras cidades entraram na dança. Hoje temos uma movimentação regular no twitter, onde perto do fim do expediente… começa a um formigar de gente organizando eventos invisíveis.
Ainda acredito no poder da descentralização e se surgiram tags para permitir um melhor controle, ou um track mais acurado dos espaços de boemia nerd, como #nob, #twittequila, #botecamp e outros que não me recordo… Deixo claro que sou contra esse tipo de separatismo e acho que a twittequila é só uma evolução natural do curso da noite
Isso porque apesar da bebida, do clima descontraído e da falta de noção de alguns… esses encontros são todos expressões concretas dessa nossa ‘web20′ que reúne pessoas de toda sorte com seus blogs, twitters, linkania, perfis no facebook e no orkut, enfim… ‘we media’… colaboração!
E entre a terceira e a n+1 cerveja, quando o teor alcoólico é suficiente apenas para abrandar os sentidos, fazendo com que o mundo exterior se cale um pouco para que você realmente comece a prestar atenção, foi quando tive algumas das conversas mais ricas sobre mídias sociais e o fazer em rede nesse tempo todo. Pessoas como Avório-san, Jeff Paiva, Lúcia Freitas, Juliano Spyer, Guilherme Valadares, S1mone, Ian Black, Dani B. Silva, Romulo Marques, Isabel Colucci, e até Marco Gomes - que não bebe(ia)… e enfim muitos outros que estão (ou não) naquela barrinha ali do lado e trouxeram muitas vezes coisas tão ou mais interessantes do que aquelas que escuta-se em palestras milionárias por ai.
Isso para não falar das pessoas que ficamos conhecendo. Bom e velho networking. Pois aquela troca formal de cartões, no saguão do evento, enquanto disputa-se a tapa para comer o salgadinho frio é, sempre, uma quebra de gelo das palestras formais… mas é na mesa do boteco onde você realmente conhece as pessoas, despidas de toda a perfumaria e consegue - dado algum senso - entender como e no que vocês podem colaborar (e aqui falo de labore! trabalho!)
Poizé, fica o convite. Bora sair, tomar um chopp. Ver qualé
Com esse post, estou criando a seção #elmalak deste blog. Ela não vai estar indexada na página principal e vai servir mais para postar notas, fotos, obas e olas desses encontros divertidos e instigantes.








E olha que tem gente virando blogueiro assíduo
Tava mesmo pensando quando viria um post que envolvesse conteúdo etílico!
Acho muito legal você abordar esses encontros sob essa perspectiva. De fato, pode-se aprender neles muito mais do que em palestras milionárias. Como diz o Alfarrábio, a internet é um grande boteco, certo? Que eles sejam tratados então com o devido respeito!
Valeu a citação, meu caro. Precisamos de mais bebidas e papos como aquele. Marcarei umas devidas idas à sampa esse ano ainda.
Grande post, seu Markun. No tamanho e no conteúdo. Enquanto isso, o Oghh perguntava, lá no radinho, o que fazer com o Twitter… ah, vai lá responder, vai.
Cheguei pelo Twitter antes de olhar os feeds.
Muito bom o texto, nós realmente estávamos cometendo um PECADO não registrando o “espírito” dos #nobs e #botecamps como um post em blog. Você sintetizou muito bem. Acho que vou escrever sobre isso também.
Me sinto MUITO feliz em fazer parte dessa comunidade, que mostra que NERD NÃO É ANTI-SOCIAL, p***! Nós só nos socializamos de maneira diferente das outras pessoas
Obrigado pela citação… Eu continuo não bebendo, e da próxima vez que os almofadinhas da mídia social invadirem um evento onde deveríamos falar das diferenças entre distribuições Linux, e começar a falar sobre plano de mídia pra blogs, vou fazer todo mundo tomar suco de uva comigo
(brincadeira, claro, o evento é aberto e os assuntos surgem livremente, inclusive sobre futebol [argh], só quis alfinetar um pouco)
Muito bacana o Post. Ainda nã tive a chance de participar, mas quem sabe um dia.
Pois é Lúcia Freitas, tinha até gente perguntando o que era o Twitter no radinho.
Abraços.
Só sei o seguinte, daqui uns 10, 15 anos, vai ter um Álcoolicos Anônimos só pra ex-blogueiros.
hahahahahahahhaha
Abração, Markun!
Juro que eu não sabia que vc tem um blog :O
Eu ia reclamar de você ter escolhido justamente uma foto em que eu sai com olhos fechados
então percebi que não tem nenhuma que eu tenha saido com olhos abertos
e te perdoei.
saudades..