Sobre José Mindlin [por Paulo Markun]

[Esse texto foi escrito pelo jornalista, escritor e pai Paulo Markun, que me pediu para publicar aqui no meu blog]

Tive poucos contatos com José Mindlin – incluindo entrevistas. Nunca fui à casa dele, uma experiência fascinante, pelo que pude ver em reportagens e fotos. Casa construída em torno da imensa biblioteca que ele e a mulher, Guita, construíram durante décadas.

Na verdade, até outubro de 1975, sabia apenas que ele era secretário da Cultura do empresário Paulo Egydio Martins, que chegara ao governo de São Paulo escolhido por Geisel prometendo mudança e novos ares. (more…)

Todos rouanets

A lei rouanet é um dispositivo que permite deduzir dinheiro de imposto para financiar projetos culturais. Geralmente é usado por grandes empresas (tributadas em lucro real) para patrocinar projetos em troca de exposição de marca e ganhos de ‘responsabilidade social’.

O que pouca gente sabe – ou ainda, muita gente sabe, pouca gente usa – é que além das empresas, pessoas físicas também podem deduzir até 6% do seu imposto de renda para patrocinar esses projetos.

Na prática, você doa o dinheiro para um projeto aprovado, guarda o recibo e apresenta junto com a sua declaração de final de ano. É um pouquinho mais complicado que isso na verdade, mas só um pouquinho =)

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Apontamentos para o #thackday

Alguns rascunhos e idéias do que gostaria de fazer nesse Transparência Hackday…

Descolar dados:

É fato que temos poucas bases de dados abertas por aqui… até tem bastante informação espalhada – e mapear isso já seria legal pacas – mas quase tudo enclausurado em tabelas HTML (quando damos sorte) ou PDFes e já vi meia duzia de bancos que geram .DOC ( go figure ) tudo isso atrás de um FORM bizarro com paramêtros obscuros.

Não é o ideal, mas é o que temos… então acho que temos bastante trabalho na área de parsers e APIs.

Rola tanto criar crawlers que façam uma varredura completa de uma determinada base – começamos a fazer isso com o Portal da Transparência – como pensar em criar APIs para facilitar o trabalho.

Objetivamente acho que o modelo do Legislink é bastante interessante e acho que pode facilmente ser aplicado a outros casos.

Para ficar em um exêmplo menos político, mas que me seria bastante útil por causa do LivroLivre… criar uma melhor forma de acessar o banco de dados da biblioteca nacional, nos daria algo minimamente parecido com o serviço que lá fora a Amazon faz brilhantemente.

Tropicalizar ferramentas:

Outra coisa bastante divertida e que pode gerar resultados mais duradouros é traduzir e tropicalizar uma série de aplicativos que estão pipocando em código aberto por ai. O próprio Legislink é um exemplo, mas porque não portar pra cá o Everyblock ou o Fixmystreet?

Mashupear:

Por fim temos todos os mashups e cruzamentos, possíveis e impossiveis… ou improvaveis.  Mas nesse #thackday meus esforços vão estar concentrados em um. Criar um site que interprete e dê sentido para as longas listas de passagens emitidas pelo poder público. Vários orgãos fornecem essa informação… mas podemos começar com o próprio portal de Transparência, não?

Da pra pegar os destinos e traçar tudo no Google Maps. Criando um ranking de quem andou mais e por onde passou… da pra fazer um matching aproximando os sobrenomes e explicitando familias…  da pra pergunta que raios de passagem é essa que custa R$ 17,106.44 ou mesmo, para não ficar só em exemplos negativos… ver gente que foi pro mesmo lugar em datas próximas e sugerir que – na próxima – faça um esquema de carona solidaria =P

Enfim… alguns apontamentos. Estou animado com a possibilidade de tirar essa e outras idéias do papel. Agora é ver se rola.

Por um estúdio livre

Talvez ‘estúdio’ não seja a palavra ideal. Mas palavra é coisa que se troca e se acerta, mesmo em tempos de Google, então vou deixar isso de lado. Sei que Estúdio Livre já é uma entrada na wikipedia da vida com significado e história, mas desambiguemos e bola pra frente que o ponto não é esse ;)

Desde o lançamento do Livro Livre, que venho pensando na idéia de objetos (físicos) livres. Na verdade, todo o movimento do (Creative) Commons nasce com base nessa idéia de bens físicos e, no entanto, quase sempre consideramos isso uma propriedade aplicável somente aos bens simbólicos, imateriais – quando não somente aos bens digitais.
Em um texto que abre o livro Além das Redes de Colaboração, o Prof. Imre Simmon propoe uma tradução da palavra Commons como Rossio, palavra pra lá de feia que era usada para designar espaços de terras que podiam ser utilizados por qualquer pessoa da comunidade para um determinado fim.
O próprio Commons em inglês é o termo usado para designar espaços como ruas e praças, espaços públicos (físicos) de uso comum.
E ainda assim temos dificuldade em ver a aplicação da lógica do (Creative) Commons para além dos bens simbólicos. Pensamos sempre em música, filmes, textos e toda sorte de produção intelectual… mas raras vezes pensamos que um livro (objeto) pode ser tão livre quanto seu conteúdo, se assim ficar decidido.
Os livros livres estão ai, girando na praça e (espero) passando de mão em mão e mente em mente, maximizando assim seu uso. Mas mesmo essa liberdade ainda esta atrelada à idéia de que aquele produto intelectual ali contido pode ser lido várias vezes sem se desgastar.
Diante de tudo isso, rabisco aqui algumas idéias do que imagino ser um ‘estúdio livre’. Um espaço físico para a produção de conteúdo audiovisual que seja de uso comum, assim como são nossas praças e ruas, onde qualquer pessoa – respeitando certas normas da coletividade – pode usar e produzir.

Denver Open Media

Consta na história que o canal público de Denver passava pelo já conhecido sufoco orçamentário. Com uma audiência desprezível e pouco recurso para criar uma produção própria de qualidade, o canal e a cidade resolveram sentar juntos para decidir o próprio futuro da TV.
Dentre as soluções propostas, um grupo chamado Deproduction, propôs algo bastante interessante e transgressor. A TV deixaria de produzir seu conteúdo e ao invés disso tornaria-se uma grande central de produção para grupos e produtos independentes. Vale lembrar que muitas TVs do mundo todo já trabalham com grande parte da grade composta por produtos independentes, os caras só levaram isso às últimas conseqüências.
Hoje o Denver Open Media é uma organização composta por três pilares, Produção, Treinamento e Exibição.
A TV passou a fornecer para qualquer pessoa, mediante uma anuidade quase simbólica, acesso a todo o equipamento da emissora. São dois estúdios completos, dezenas de câmeras e ilhas de edição, equipamento de luz e áudio… enfim… toda sorte de equipamentos que se fazem necessários para a produção de um material audiovisual de qualidade.
Paralelamente a isso, um sistema web te permite entrar em contato com diversos profissionais, freelancers ou voluntários que podem te ajudar a concretizar a sua idéia.
Também é possível participar dos diversos e recorrentes módulos de treinamento que são oferecidos pela própria TV para que você ou seu grupo possam adquirir o expertise necessário para realizar o seu programa.
Um intricado sistema de direitos de comercialização entra em cena para tentar tornar os projetos e o processo sustentável e rentável, mas de toda forma a contrapartida é simples: todo o material produzido dentro da TV pode ser veiculado na própria TV. ‘Pode’, o que não quer dizer necessariamente que vai. Toda a grade da TV é escolhida colaborativamente e montada automaticamente usando um sistema baseado em Drupal que deve estar disponível publicamente em meados do ano que vem.

Modelos de negócios abertos

De forma resumida e simplificada, pode-se dizer que negócios 

abertos são aqueles que envolvem criação e disseminação de 

obras artísticas e intelectuais em regimes flexíveis ou livres 

de gestão de direitos autorais. Nesses regimes,  a propriedade 

intelectual não é um fator relevante para sustentabilidade da 

obra. No open business a geração de receita independe dos 

direitos autorais.

Entre as principais características desse modelo, estão a sus-

tentabilidade econômica; a flexibilização dos direitos de pro-

priedade intelectual; a horizontalização da produção, em geral, 

feita em rede; a ampliação do acesso à cultura; a contribuição 

da tecnologia para a ampliação desse acesso; e a redução de 

intermediários entre o artista e o público.

Esses modelos de negócios abertos baseiam-se em algum tipo 

de commons. A liberação do uso de uma obra pode se dar pela 

utilização de um instrumento legal como a licença Creative 

Commons ou por uma situação social, em que a ausência de 

estruturas de propriedade intelectual gera, na prática, o com-

partilhamento de conteúdo e livre acesso à obra.

 

Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música.  ( Ronaldo Lemos e Oona Castro )

Festa dos Livros Livres – (29/11) – Venha e liberte seus livros!

Opa,
gostaria de convidar e pedir para que passem o convite adiante. Neste sábado (29/11) as 20hs vamos realizar no bar Pandora, Pça Roosevelt, 252 uma festa para arrecadar livros para o projeto do LivroLivre  ( www.livrolivre.art.br ). Pode ser qualquer tipo de livro, desde que em ‘razoavel’ estado, mas damos preferencia para literatura, sobretudo literatura brasileira. O LivroLivre pretende ser sobretudo um projeto de fomentação da boa leitura.
Para quem não sabe, o LivroLivre é um projeto de distribuição p2p de livros, que criei no meio desse ano, inspirado no Bookcrossing ( http://www.bookcrossing.com/ ). A idéia é simples, você pega um livro que não use mais, cadastra no site e cola a etiqueta e passa o livro para frente, pedindo que a pessoa faça o mesmo depois que terminar de ler. E ai, a partir desse momento o livro não é mais seu ou de ninguém, ele é livre, vira ‘commons’. Estamos realizando uma série de ações nesse ano com o apoio da APAA, mas a idéia é que seja um processo descentralizado. Então mesmo que não possa vir, entra lá no site, libere seus livros e distribua. Vamos montar juntos essa grande biblioteca colaborativa.
O boteco é simpático e a cerveja é barata, mas se não puderem ir, passem pelo menos para deixar aqueles livros que estão juntando poeira na estante e que poderiam estar tendo melhor uso na mão de gente que vai ler de verdade.
Outra, no domingo (30/11), vamos fazer outra Blitz Literária dessa vez na Barra Funda, na Praça Nicolau de Moraes Barros Filho (Areião) começando as 10hs. Dessa vez vamos estar juntos do projeto da sub-prefeitura da Sé ‘Te encontro na praça’ então quem quiser aparecer pode não só encontrar com a gente e os nossos (e claro, com nossos quero dizer de todos ;) livros mas também fazer a unha e cortar o cabelo na faixa!

Livro Livre – Blitz Literária (15/11)

Estou lançando o Livro Livre ( www.livrolivre.art.br ) um projeto de distribuição p2p de livros físicos que lá fora é conhecido como Bookcrossing. O principio é simples, livro não foi feito para ficar parado na estante, foi feito para ser lido e para tanto precisa ser livre. Então a idéia é criar uma espécie de ‘biblioteca aberta’ da qual você sempre pode dispor, desde que após a leitura faça o favor de encaminhar o livro para outra pessoa.

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Publico.org, Moitará e o futuro das coisas

Faz já algum tempo que não escrevo nesse blog, a vida tem andado bastante agitada… com uma porção deidéias e projetos finalmente tomando forma. A equipe na Nunklaki, minha empresa que pretende suprir o gap que existe entre os departamentos de TI e Comunicação criando e usando ferramentas na rede para promover transformação social (e que ainda não tem site) esta consolidada e produzindo loucamente. 

Um desses projetos é o Publico.org um sonho conjunto de várias pessoas que admiro e que nasceu lá atrás com uma resposta a falência do processo democrático e da comunicação pública no país. A idéia era relativamente simples, através de uma plataforma de colaboração e articulação das redes queríamos desenvolver uma comunicação efetivamente pública e com isso montar uma cobertura das eleições que transcenderia os políticos e os partidos e seria focado efetivamente nos problemas da cidade.

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Empreendedorismo Unisul – Unidade 06 – pg 102

Retirado da apostila da cadeira de Empreendedorismo do curso de Mídias Digitais da Unisul.

Imagine se qualquer coisa que você pensou, criou ou

distribuiu pudesse ser legalmente reproduzida ou

cedida gratuitamente a terceiros.

(parece bom, né? Por um momento me animei… mas o texto continua…)

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