elucubrações sobre porque projetos grandes naufragam

Dias atrás, em uma conversa de botequim, surgiu - geralmente surge - um papo sobre os grandes elefantes brancos da web. Entre argumentos lúcidos, acalorados e alguns alcoolizados… debatíamos sobre o sucesso e fracassos de grandes projetos na internet, o Spyer fez algumas considerações e falou de transformar papo em post. Pode ser, desce um chopp ai.

Pra constar: Elefante branco é aquele animal enorme e exótico que, por excesso de estrutura, as vezes tem uma dificuldade enorme de se locomover e de se adaptar.

Pra constar: Projeto web dificilmente morre. Mas agoniza, dor de falta. Cidade-fantasma com direito a barulho de vento e bola de feno.

Enfim, constantemente vejo que ronda nas velhas cabeças e velhas empresas um discurso do tipo:

‘as pessoas estão na internet agora! precisamos fazer algo com isso! não podemos perde-los! vamos enredar a rede!’

sigh.

Parece idiota, mas por vezes esquecemos que a rede não é um lugar físico. Distancia é vento. Você não pode contar  com ‘o bairro’ e seus moradores, filhos e babas para frequentar o seu parquinho.

Geralmente são idéias legais de gente que não sabe exatamente o que quer ou quem quer. Perigo parnasiano. É uma coisa meio ’site porque site’… afinal, hoje em dia, diz-se que não ter site -  quando não é coisa chique - é prova cabal de que parou no tempo, né?

Não é. Seu projeto deve ser uma resposta a uma pergunta. E o sucesso dele vai depender de quanta gente perguntar e do quão bem você conseguir responder.

#elmalak, #botecamp, #nob… ou ainda tirando o bar do camp!

Antes de tudo… que fique claro:
Barcamp é um modelo de desconferência.
Barcamp é uma comunidade.
Barcamp foi um momento de transformação na estrutura da mídia social no Brasil. (vou escrever sobre isso um dia)

Ainda assim não participei de uma única organização de barcamp onde a piada (por vezes sincera) do bar não tivesse rolado. é natural. Da obviedade do nome, ao modelo que muitas vezes é explicado (erroneamente) apenas como ‘papo de boteco’ são muitas as convergências. (more…)