Lições sobre (a instalação do) Overmundo

Segui as instruções do wiki. Primeiro criei uma pasta chamada overcopia e descompactei o rev1655 lá.
Baixei o Trencaspammer e o Lightbox2 e movi os arquivos para os diretórios corretos.
Importei o SQL pelo PHPMyAdmin (era pequeno, ~400kb).
Acessei o site e tudo pareceu normal.
Tentei me registrar, o header mostrava um erro. o /registro/registro.php reclamava da ausência do ts.php
Movi o ts.php de /lib/ts.php para /registro/ts.php
O erro sumiu, mas o form ficava incompleto, sem o CAPTCHA e com um erro de que a função ts_print_form() não foi encontrada.
Não consegui encontrar a função em nenhum arquivo. Busquei no Google encontrei uma referencia no próprio forum da Overmidia, sem resposta satisfatoria.
O segundo ou terceiro resultado era um ts.php de um svn qualquer, copiei a ts_print_form() de lá. Acredito que a versão utilizada no site seja uma mais antiga.
( http://svn.assembla.com/svn/landinfo/trunk/libs/ts.php )
O erro sumiu, mas a imagem do captcha não estava sendo gerada direito.
Voltei com o ts.php *e* o ts_image.php que estavam em /registro para /lib editei os dois arquivos para os includes apontarem para o local certo.
A imagem continuava não sendo gerada direito. Modifiquei uma linha do ts_print_form() que supunha que o ts.php estava na raiz. Coloquei um path absoluto, é preciso buscar uma solução melhor.
A imagem foi gerada, mas não consegui registrar. O ts_human_readable() estava reclamando da falta de argumentos.
Comparei o ts.php que tinha no servidor com a versão da onde busquei o ts_print_form(), resolvi substituir todo o ts.php.
Funcionou, consegui criar meu account. O email de ativação chegou sem problemas.
Demorei para perceber que o endereço no email de ativação é hardcoded e leva para www.overmundo.com.br – copiei e colei o código de ativação na mão.
Fui atualizar meu perfil, de novo problemas com o ts.php… acho que vou voltar com ele para o /registro
Well… agora parece que a instalação esta completa e operacional. Três vivas para o Overcópia…
continua…

Tentando instalar uma cópia do código do Overmundo – que é livre e esta disponível aqui: http://movimento.dreamhosters.com/wikicodigo/index.php?title=Downloads

Resolvi documentar o processo e sanar algumas duvidas que pintaram no Fórum da Overmídia.

Segui as instruções do wiki. Primeiro criei uma pasta chamada overcopia e descompactei o rev1655 lá.

Baixei o Trencaspammer e o Lightbox2 e movi os arquivos para os diretórios corretos.

Importei o SQL pelo PHPMyAdmin (era pequeno, ~400kb).

Acessei o site e tudo pareceu normal.

Tentei me registrar, o header mostrava um erro. o /registro/registro.php reclamava da ausência do ts.php

Movi o ts.php de /lib/ts.php para /registro/ts.php

O erro sumiu, mas o form ficava incompleto, sem o CAPTCHA e com um erro de que a função ts_print_form() não foi encontrada.

Não consegui encontrar a função em nenhum arquivo. Busquei no Google encontrei uma referencia no próprio forum da Overmidia, sem resposta satisfatoria.

O segundo ou terceiro resultado era um ts.php de um svn qualquer, copiei a ts_print_form() de lá. Acredito que a versão utilizada no site seja uma mais antiga.

( http://svn.assembla.com/svn/landinfo/trunk/libs/ts.php )

O erro sumiu, mas a imagem do captcha não estava sendo gerada direito.

Voltei com o ts.php *e* o ts_image.php que estavam em /registro para /lib editei os dois arquivos para os includes apontarem para o local certo.

A imagem continuava não sendo gerada direito. Modifiquei uma linha do ts_print_form() que supunha que o ts.php estava na raiz. Coloquei um path absoluto, é preciso buscar uma solução melhor.

A imagem foi gerada, mas não consegui registrar. O ts_human_readable() estava reclamando da falta de argumentos.

Comparei o ts.php que tinha no servidor com a versão da onde busquei o ts_print_form(), resolvi substituir todo o ts.php.

Funcionou, consegui criar meu account. O email de ativação chegou sem problemas.

Demorei para perceber que o endereço no email de ativação é hardcoded e leva para www.overmundo.com.br – copiei e colei o código de ativação na mão.

Fui atualizar meu perfil, de novo problemas com o ts.php… acho que vou voltar com ele para o /registro

Well… agora parece que a instalação esta completa e operacional. Três vivas para o Overcópia…

Vou brincar mais um pouco e ver o que surge. Qualquer coisa o post continua…

update:

ah, é. a URL do bendito http://overcopia.nunklaki.com.br/

Todos rouanets

A lei rouanet é um dispositivo que permite deduzir dinheiro de imposto para financiar projetos culturais. Geralmente é usado por grandes empresas (tributadas em lucro real) para patrocinar projetos em troca de exposição de marca e ganhos de ‘responsabilidade social’.

O que pouca gente sabe – ou ainda, muita gente sabe, pouca gente usa – é que além das empresas, pessoas físicas também podem deduzir até 6% do seu imposto de renda para patrocinar esses projetos.

Na prática, você doa o dinheiro para um projeto aprovado, guarda o recibo e apresenta junto com a sua declaração de final de ano. É um pouquinho mais complicado que isso na verdade, mas só um pouquinho =)

(more…)

Apontamentos para o #thackday

Alguns rascunhos e idéias do que gostaria de fazer nesse Transparência Hackday…

Descolar dados:

É fato que temos poucas bases de dados abertas por aqui… até tem bastante informação espalhada – e mapear isso já seria legal pacas – mas quase tudo enclausurado em tabelas HTML (quando damos sorte) ou PDFes e já vi meia duzia de bancos que geram .DOC ( go figure ) tudo isso atrás de um FORM bizarro com paramêtros obscuros.

Não é o ideal, mas é o que temos… então acho que temos bastante trabalho na área de parsers e APIs.

Rola tanto criar crawlers que façam uma varredura completa de uma determinada base – começamos a fazer isso com o Portal da Transparência – como pensar em criar APIs para facilitar o trabalho.

Objetivamente acho que o modelo do Legislink é bastante interessante e acho que pode facilmente ser aplicado a outros casos.

Para ficar em um exêmplo menos político, mas que me seria bastante útil por causa do LivroLivre… criar uma melhor forma de acessar o banco de dados da biblioteca nacional, nos daria algo minimamente parecido com o serviço que lá fora a Amazon faz brilhantemente.

Tropicalizar ferramentas:

Outra coisa bastante divertida e que pode gerar resultados mais duradouros é traduzir e tropicalizar uma série de aplicativos que estão pipocando em código aberto por ai. O próprio Legislink é um exemplo, mas porque não portar pra cá o Everyblock ou o Fixmystreet?

Mashupear:

Por fim temos todos os mashups e cruzamentos, possíveis e impossiveis… ou improvaveis.  Mas nesse #thackday meus esforços vão estar concentrados em um. Criar um site que interprete e dê sentido para as longas listas de passagens emitidas pelo poder público. Vários orgãos fornecem essa informação… mas podemos começar com o próprio portal de Transparência, não?

Da pra pegar os destinos e traçar tudo no Google Maps. Criando um ranking de quem andou mais e por onde passou… da pra fazer um matching aproximando os sobrenomes e explicitando familias…  da pra pergunta que raios de passagem é essa que custa R$ 17,106.44 ou mesmo, para não ficar só em exemplos negativos… ver gente que foi pro mesmo lugar em datas próximas e sugerir que – na próxima – faça um esquema de carona solidaria =P

Enfim… alguns apontamentos. Estou animado com a possibilidade de tirar essa e outras idéias do papel. Agora é ver se rola.

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

Seguindo a idéia do Cardoso, republico aqui o post do resenhaem6 sobre o Boteco São Bento, que recebeu uma notificação extra-judicial do boteco requisitando a retirada post (e do blog) do ar.

Boteco São Bento - Imagem retirada do Post Original

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.

Resenhado por Raphael Quatrocci às 23:22

Rascunhos para um Dicionário Popular Brasileiro

Inauguro a seção ‘beta’ desse blog que vai acomodar todos os posts incompletos ou em desenvolvimento. Boa parte da não-ação desse blog se deve a projetos e pensamentos largados pelo meio do caminho… resolvi que vou soprar no vento e ver no que dá.

Mapear os diferentes sentidos, sotaques e modos de dizer, criando um mosaico de significados compostos de percepções das mais variadas regiões, etnias, crenças e classes sociais em lingua portuguesa. Criar mecanismos para construir registros colaborativos de memória oral, desencadeando a construção de um dicionário audiovisual plural e aberto.

Cortesia do Wordle e um prenuncio do que vem por ai =)

nesse carnaval é pra lá que eu vou…

no começo era o verbo e depois disso veio a Campus Party, uma oficina em Ouro Preto e uma viagem para Cabo Verde – que deve render um belo post tão logo possível – que acabaram me afastando um pouco desse espaço digital

volto de viagem direto para a Casa de Cultura Digital compartilhando de uma utópica augusta. A casa ainda não esta pronta, mas por aqui já estamos todos prontos para ela e digo até que já estou morando lá tem algum tempo. Só sei que nesse carnaval é para lá que eu vou. Aproveitar dessa catarse dos outros para catalisar uma série de idéias e processos que estão fazendo pressão aqui dentro. E nada como uma São Paulo vazia para fortalecer isso.

Para quem ainda assim não entendeu o que é a Casa de Cultura Digital segue relato de dois dos moradores:

Abraços e bom carnaval =)

Por um estúdio livre

Talvez ‘estúdio’ não seja a palavra ideal. Mas palavra é coisa que se troca e se acerta, mesmo em tempos de Google, então vou deixar isso de lado. Sei que Estúdio Livre já é uma entrada na wikipedia da vida com significado e história, mas desambiguemos e bola pra frente que o ponto não é esse ;)

Desde o lançamento do Livro Livre, que venho pensando na idéia de objetos (físicos) livres. Na verdade, todo o movimento do (Creative) Commons nasce com base nessa idéia de bens físicos e, no entanto, quase sempre consideramos isso uma propriedade aplicável somente aos bens simbólicos, imateriais – quando não somente aos bens digitais.
Em um texto que abre o livro Além das Redes de Colaboração, o Prof. Imre Simmon propoe uma tradução da palavra Commons como Rossio, palavra pra lá de feia que era usada para designar espaços de terras que podiam ser utilizados por qualquer pessoa da comunidade para um determinado fim.
O próprio Commons em inglês é o termo usado para designar espaços como ruas e praças, espaços públicos (físicos) de uso comum.
E ainda assim temos dificuldade em ver a aplicação da lógica do (Creative) Commons para além dos bens simbólicos. Pensamos sempre em música, filmes, textos e toda sorte de produção intelectual… mas raras vezes pensamos que um livro (objeto) pode ser tão livre quanto seu conteúdo, se assim ficar decidido.
Os livros livres estão ai, girando na praça e (espero) passando de mão em mão e mente em mente, maximizando assim seu uso. Mas mesmo essa liberdade ainda esta atrelada à idéia de que aquele produto intelectual ali contido pode ser lido várias vezes sem se desgastar.
Diante de tudo isso, rabisco aqui algumas idéias do que imagino ser um ‘estúdio livre’. Um espaço físico para a produção de conteúdo audiovisual que seja de uso comum, assim como são nossas praças e ruas, onde qualquer pessoa – respeitando certas normas da coletividade – pode usar e produzir.

Denver Open Media

Consta na história que o canal público de Denver passava pelo já conhecido sufoco orçamentário. Com uma audiência desprezível e pouco recurso para criar uma produção própria de qualidade, o canal e a cidade resolveram sentar juntos para decidir o próprio futuro da TV.
Dentre as soluções propostas, um grupo chamado Deproduction, propôs algo bastante interessante e transgressor. A TV deixaria de produzir seu conteúdo e ao invés disso tornaria-se uma grande central de produção para grupos e produtos independentes. Vale lembrar que muitas TVs do mundo todo já trabalham com grande parte da grade composta por produtos independentes, os caras só levaram isso às últimas conseqüências.
Hoje o Denver Open Media é uma organização composta por três pilares, Produção, Treinamento e Exibição.
A TV passou a fornecer para qualquer pessoa, mediante uma anuidade quase simbólica, acesso a todo o equipamento da emissora. São dois estúdios completos, dezenas de câmeras e ilhas de edição, equipamento de luz e áudio… enfim… toda sorte de equipamentos que se fazem necessários para a produção de um material audiovisual de qualidade.
Paralelamente a isso, um sistema web te permite entrar em contato com diversos profissionais, freelancers ou voluntários que podem te ajudar a concretizar a sua idéia.
Também é possível participar dos diversos e recorrentes módulos de treinamento que são oferecidos pela própria TV para que você ou seu grupo possam adquirir o expertise necessário para realizar o seu programa.
Um intricado sistema de direitos de comercialização entra em cena para tentar tornar os projetos e o processo sustentável e rentável, mas de toda forma a contrapartida é simples: todo o material produzido dentro da TV pode ser veiculado na própria TV. ‘Pode’, o que não quer dizer necessariamente que vai. Toda a grade da TV é escolhida colaborativamente e montada automaticamente usando um sistema baseado em Drupal que deve estar disponível publicamente em meados do ano que vem.

Modelos de negócios abertos

De forma resumida e simplificada, pode-se dizer que negócios 

abertos são aqueles que envolvem criação e disseminação de 

obras artísticas e intelectuais em regimes flexíveis ou livres 

de gestão de direitos autorais. Nesses regimes,  a propriedade 

intelectual não é um fator relevante para sustentabilidade da 

obra. No open business a geração de receita independe dos 

direitos autorais.

Entre as principais características desse modelo, estão a sus-

tentabilidade econômica; a flexibilização dos direitos de pro-

priedade intelectual; a horizontalização da produção, em geral, 

feita em rede; a ampliação do acesso à cultura; a contribuição 

da tecnologia para a ampliação desse acesso; e a redução de 

intermediários entre o artista e o público.

Esses modelos de negócios abertos baseiam-se em algum tipo 

de commons. A liberação do uso de uma obra pode se dar pela 

utilização de um instrumento legal como a licença Creative 

Commons ou por uma situação social, em que a ausência de 

estruturas de propriedade intelectual gera, na prática, o com-

partilhamento de conteúdo e livre acesso à obra.

 

Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música.  ( Ronaldo Lemos e Oona Castro )

Festa dos Livros Livres – (29/11) – Venha e liberte seus livros!

Opa,
gostaria de convidar e pedir para que passem o convite adiante. Neste sábado (29/11) as 20hs vamos realizar no bar Pandora, Pça Roosevelt, 252 uma festa para arrecadar livros para o projeto do LivroLivre  ( www.livrolivre.art.br ). Pode ser qualquer tipo de livro, desde que em ‘razoavel’ estado, mas damos preferencia para literatura, sobretudo literatura brasileira. O LivroLivre pretende ser sobretudo um projeto de fomentação da boa leitura.
Para quem não sabe, o LivroLivre é um projeto de distribuição p2p de livros, que criei no meio desse ano, inspirado no Bookcrossing ( http://www.bookcrossing.com/ ). A idéia é simples, você pega um livro que não use mais, cadastra no site e cola a etiqueta e passa o livro para frente, pedindo que a pessoa faça o mesmo depois que terminar de ler. E ai, a partir desse momento o livro não é mais seu ou de ninguém, ele é livre, vira ‘commons’. Estamos realizando uma série de ações nesse ano com o apoio da APAA, mas a idéia é que seja um processo descentralizado. Então mesmo que não possa vir, entra lá no site, libere seus livros e distribua. Vamos montar juntos essa grande biblioteca colaborativa.
O boteco é simpático e a cerveja é barata, mas se não puderem ir, passem pelo menos para deixar aqueles livros que estão juntando poeira na estante e que poderiam estar tendo melhor uso na mão de gente que vai ler de verdade.
Outra, no domingo (30/11), vamos fazer outra Blitz Literária dessa vez na Barra Funda, na Praça Nicolau de Moraes Barros Filho (Areião) começando as 10hs. Dessa vez vamos estar juntos do projeto da sub-prefeitura da Sé ‘Te encontro na praça’ então quem quiser aparecer pode não só encontrar com a gente e os nossos (e claro, com nossos quero dizer de todos ;) livros mas também fazer a unha e cortar o cabelo na faixa!