Rascunhos para um Dicionário Popular Brasileiro

Inauguro a seção ‘beta’ desse blog que vai acomodar todos os posts incompletos ou em desenvolvimento. Boa parte da não-ação desse blog se deve a projetos e pensamentos largados pelo meio do caminho… resolvi que vou soprar no vento e ver no que dá.

Mapear os diferentes sentidos, sotaques e modos de dizer, criando um mosaico de significados compostos de percepções das mais variadas regiões, etnias, crenças e classes sociais em lingua portuguesa. Criar mecanismos para construir registros colaborativos de memória oral, desencadeando a construção de um dicionário audiovisual plural e aberto.

Cortesia do Wordle e um prenuncio do que vem por ai =)

nesse carnaval é pra lá que eu vou…

no começo era o verbo e depois disso veio a Campus Party, uma oficina em Ouro Preto e uma viagem para Cabo Verde - que deve render um belo post tão logo possível - que acabaram me afastando um pouco desse espaço digital

volto de viagem direto para a Casa de Cultura Digital compartilhando de uma utópica augusta. A casa ainda não esta pronta, mas por aqui já estamos todos prontos para ela e digo até que já estou morando lá tem algum tempo. Só sei que nesse carnaval é para lá que eu vou. Aproveitar dessa catarse dos outros para catalisar uma série de idéias e processos que estão fazendo pressão aqui dentro. E nada como uma São Paulo vazia para fortalecer isso.

Para quem ainda assim não entendeu o que é a Casa de Cultura Digital segue relato de dois dos moradores:

Abraços e bom carnaval =)

Por um estúdio livre

Talvez ‘estúdio’ não seja a palavra ideal. Mas palavra é coisa que se troca e se acerta, mesmo em tempos de Google, então vou deixar isso de lado. Sei que Estúdio Livre já é uma entrada na wikipedia da vida com significado e história, mas desambiguemos e bola pra frente que o ponto não é esse ;)

Desde o lançamento do Livro Livre, que venho pensando na idéia de objetos (físicos) livres. Na verdade, todo o movimento do (Creative) Commons nasce com base nessa idéia de bens físicos e, no entanto, quase sempre consideramos isso uma propriedade aplicável somente aos bens simbólicos, imateriais - quando não somente aos bens digitais.
Em um texto que abre o livro Além das Redes de Colaboração, o Prof. Imre Simmon propoe uma tradução da palavra Commons como Rossio, palavra pra lá de feia que era usada para designar espaços de terras que podiam ser utilizados por qualquer pessoa da comunidade para um determinado fim.
O próprio Commons em inglês é o termo usado para designar espaços como ruas e praças, espaços públicos (físicos) de uso comum.
E ainda assim temos dificuldade em ver a aplicação da lógica do (Creative) Commons para além dos bens simbólicos. Pensamos sempre em música, filmes, textos e toda sorte de produção intelectual… mas raras vezes pensamos que um livro (objeto) pode ser tão livre quanto seu conteúdo, se assim ficar decidido.
Os livros livres estão ai, girando na praça e (espero) passando de mão em mão e mente em mente, maximizando assim seu uso. Mas mesmo essa liberdade ainda esta atrelada à idéia de que aquele produto intelectual ali contido pode ser lido várias vezes sem se desgastar.
Diante de tudo isso, rabisco aqui algumas idéias do que imagino ser um ‘estúdio livre’. Um espaço físico para a produção de conteúdo audiovisual que seja de uso comum, assim como são nossas praças e ruas, onde qualquer pessoa - respeitando certas normas da coletividade - pode usar e produzir.

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Denver Open Media

Consta na história que o canal público de Denver passava pelo já conhecido sufoco orçamentário. Com uma audiência desprezível e pouco recurso para criar uma produção própria de qualidade, o canal e a cidade resolveram sentar juntos para decidir o próprio futuro da TV.
Dentre as soluções propostas, um grupo chamado Deproduction, propôs algo bastante interessante e transgressor. A TV deixaria de produzir seu conteúdo e ao invés disso tornaria-se uma grande central de produção para grupos e produtos independentes. Vale lembrar que muitas TVs do mundo todo já trabalham com grande parte da grade composta por produtos independentes, os caras só levaram isso às últimas conseqüências.
Hoje o Denver Open Media é uma organização composta por três pilares, Produção, Treinamento e Exibição.
A TV passou a fornecer para qualquer pessoa, mediante uma anuidade quase simbólica, acesso a todo o equipamento da emissora. São dois estúdios completos, dezenas de câmeras e ilhas de edição, equipamento de luz e áudio… enfim… toda sorte de equipamentos que se fazem necessários para a produção de um material audiovisual de qualidade.
Paralelamente a isso, um sistema web te permite entrar em contato com diversos profissionais, freelancers ou voluntários que podem te ajudar a concretizar a sua idéia.
Também é possível participar dos diversos e recorrentes módulos de treinamento que são oferecidos pela própria TV para que você ou seu grupo possam adquirir o expertise necessário para realizar o seu programa.
Um intricado sistema de direitos de comercialização entra em cena para tentar tornar os projetos e o processo sustentável e rentável, mas de toda forma a contrapartida é simples: todo o material produzido dentro da TV pode ser veiculado na própria TV. ‘Pode’, o que não quer dizer necessariamente que vai. Toda a grade da TV é escolhida colaborativamente e montada automaticamente usando um sistema baseado em Drupal que deve estar disponível publicamente em meados do ano que vem.

Modelos de negócios abertos

De forma resumida e simplificada, pode-se dizer que negócios 

abertos são aqueles que envolvem criação e disseminação de 

obras artísticas e intelectuais em regimes flexíveis ou livres 

de gestão de direitos autorais. Nesses regimes,  a propriedade 

intelectual não é um fator relevante para sustentabilidade da 

obra. No open business a geração de receita independe dos 

direitos autorais.

Entre as principais características desse modelo, estão a sus-

tentabilidade econômica; a flexibilização dos direitos de pro-

priedade intelectual; a horizontalização da produção, em geral, 

feita em rede; a ampliação do acesso à cultura; a contribuição 

da tecnologia para a ampliação desse acesso; e a redução de 

intermediários entre o artista e o público.

Esses modelos de negócios abertos baseiam-se em algum tipo 

de commons. A liberação do uso de uma obra pode se dar pela 

utilização de um instrumento legal como a licença Creative 

Commons ou por uma situação social, em que a ausência de 

estruturas de propriedade intelectual gera, na prática, o com-

partilhamento de conteúdo e livre acesso à obra.

 

Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música.  ( Ronaldo Lemos e Oona Castro )

Festa dos Livros Livres - (29/11) - Venha e liberte seus livros!

Opa,
gostaria de convidar e pedir para que passem o convite adiante. Neste sábado (29/11) as 20hs vamos realizar no bar Pandora, Pça Roosevelt, 252 uma festa para arrecadar livros para o projeto do LivroLivre  ( www.livrolivre.art.br ). Pode ser qualquer tipo de livro, desde que em ‘razoavel’ estado, mas damos preferencia para literatura, sobretudo literatura brasileira. O LivroLivre pretende ser sobretudo um projeto de fomentação da boa leitura.
Para quem não sabe, o LivroLivre é um projeto de distribuição p2p de livros, que criei no meio desse ano, inspirado no Bookcrossing ( http://www.bookcrossing.com/ ). A idéia é simples, você pega um livro que não use mais, cadastra no site e cola a etiqueta e passa o livro para frente, pedindo que a pessoa faça o mesmo depois que terminar de ler. E ai, a partir desse momento o livro não é mais seu ou de ninguém, ele é livre, vira ‘commons’. Estamos realizando uma série de ações nesse ano com o apoio da APAA, mas a idéia é que seja um processo descentralizado. Então mesmo que não possa vir, entra lá no site, libere seus livros e distribua. Vamos montar juntos essa grande biblioteca colaborativa.
O boteco é simpático e a cerveja é barata, mas se não puderem ir, passem pelo menos para deixar aqueles livros que estão juntando poeira na estante e que poderiam estar tendo melhor uso na mão de gente que vai ler de verdade.
Outra, no domingo (30/11), vamos fazer outra Blitz Literária dessa vez na Barra Funda, na Praça Nicolau de Moraes Barros Filho (Areião) começando as 10hs. Dessa vez vamos estar juntos do projeto da sub-prefeitura da Sé ‘Te encontro na praça’ então quem quiser aparecer pode não só encontrar com a gente e os nossos (e claro, com nossos quero dizer de todos ;) livros mas também fazer a unha e cortar o cabelo na faixa!

Livro Livre - Blitz Literária (15/11)

Estou lançando o Livro Livre ( www.livrolivre.art.br ) um projeto de distribuição p2p de livros físicos que lá fora é conhecido como Bookcrossing. O principio é simples, livro não foi feito para ficar parado na estante, foi feito para ser lido e para tanto precisa ser livre. Então a idéia é criar uma espécie de ‘biblioteca aberta’ da qual você sempre pode dispor, desde que após a leitura faça o favor de encaminhar o livro para outra pessoa.

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Isso é que é cibercrime. Diga não a Lei Azeredo

Depois de discutir por algum tempo qual o número certo da nova PL contra a liberdade na rede, acabei decidindo ficar com Lei Azeredo mesmo (mas aparentemente é PL-84 agora)

Em 140′ porque estou no #abciber e com pouca bateria.

Quinta, plenária sobre a lei azeredo. Sexta rola mob, 18hs, na frente da Casper. Um video coletivo esta sendo montado. Grave seu depoimento.

Alguns arquivos e links de referencia:

Apresentação - ABCiber sobre a liberdade na rede

Manifesto - Pela Liberdade da Rede II

Abaixo assinado contra a Lei Azeredo

Publico.org, Moitará e o futuro das coisas

Faz já algum tempo que não escrevo nesse blog, a vida tem andado bastante agitada… com uma porção deidéias e projetos finalmente tomando forma. A equipe na Nunklaki, minha empresa que pretende suprir o gap que existe entre os departamentos de TI e Comunicação criando e usando ferramentas na rede para promover transformação social (e que ainda não tem site) esta consolidada e produzindo loucamente. 

Um desses projetos é o Publico.org um sonho conjunto de várias pessoas que admiro e que nasceu lá atrás com uma resposta a falência do processo democrático e da comunicação pública no país. A idéia era relativamente simples, através de uma plataforma de colaboração e articulação das redes queríamos desenvolver uma comunicação efetivamente pública e com isso montar uma cobertura das eleições que transcenderia os políticos e os partidos e seria focado efetivamente nos problemas da cidade.

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Empreendedorismo Unisul - Unidade 06 - pg 102

Retirado da apostila da cadeira de Empreendedorismo do curso de Mídias Digitais da Unisul.

Imagine se qualquer coisa que você pensou, criou ou

distribuiu pudesse ser legalmente reproduzida ou

cedida gratuitamente a terceiros.

(parece bom, né? Por um momento me animei… mas o texto continua…)

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